Ecological modeling study reveals high invasion risk and expanding habitat suitability for non-native fishes in a Neotropical basin, highlighting an urgent need for targeted containment policies.
A globalização e as mudanças climáticas aceleram a introdução de espécies de peixes não nativas, representando uma ameaça à biodiversidade global. No entanto, o monitoramento dessas espécies permanece negligenciado em muitas regiões neotropicais, e estudos que empregam ferramentas para detectar e acompanhar invasões, especialmente em estágios iniciais, ainda são escassos. Na Bacia do Rio Iguaçu, no sul do Brasil, a introdução descontrolada de espécies não nativas tem representado um risco ao endemismo local. Diante da ameaça de impactos negativos à biodiversidade regional, este estudo teve como objetivo avaliar o potencial invasivo e modelar cenários atuais e futuros (2040–2100) de invasão de cinco espécies não nativas na Bacia do Rio Iguaçu. O Aquatic Species Invasiveness Screening Kit (AS-ISK) foi utilizado para determinar o potencial invasivo de cada uma das cinco espécies analisadas, e a modelagem de nicho ecológico foi aplicada para avaliar a adequabilidade ambiental atual e futura das espécies-alvo. As cinco espécies avaliadas apresentaram alto risco de invasão na região. A adequabilidade ambiental atual e futura variou entre as espécies, ao longo de diferentes trechos da bacia e entre os períodos futuros analisados, contudo, todas requerem monitoramento precoce e urgente, especialmente Cichla kelberi e Micropterus salmoides (registradas na bacia) e Plagioscion squamosissimus (não registrado), demonstrando alta probabilidade de invasão em breve, tornando necessárias ações de manejo direcionadas. Portanto, os tomadores de decisão devem implementar políticas públicas rigorosas para monitorar e conter a dispersão dessas espécies na Bacia do Rio Iguaçu e assegurar a preservação de sua biodiversidade ictiofaunística endêmica, antecipando um possível colapso ambiental e ameaça ao endemismo único do local.
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