O termo “hemorragia subaracnóidea” (HSA) se refere ao sangramento que ocorre entre a aracnoide e a pia-máter, meninges encefálicas. É consagrada como importante causa de morte prematura e incapacidade, sendo que a principal causa de morbimortalidade nesses pacientes é o vasoespasmo cerebral relacionado à isquemia tardia, que é decorrente do estreitamento das artérias do cérebro após um episódio de HSA. A patogênese desse fenômeno permanece pouco compreendida, e os mecanismos potenciais incluem a contração do músculo liso e a inflamação, que podem levar ao remodelamento dos vasos e também a uma hipoperfusão cerebral aguda. A literatura sobre a abordagem terapêutica do vasoespasmo pós HSA é limitada, apesar do aumento significativo da ocorrência da mesma nas últimas décadas. Uma possível intervenção é o uso da Milrinona, que é um conhecido inibidor seletivo da fosfodiesterase 3 e age como vasodilatador, aumentando o débito cardíaco e o fluxo sanguíneo cerebral. Nessa perspectiva, esse artigo tem o intuito de discutir se o uso desse medicamento em pacientes com HSA é benéfico, analisando sua influência sobre a morbimortalidade, além de avaliar a melhor via de administração nesses casos. Para tal, foi realizada uma revisão de literatura acerca de seu uso em pacientes com vasoespasmo cerebral e suas repercussões. Dos 7 artigos analisados, 6 foram favoráveis à utilização da droga, enquanto 1 foi desfavorável. Portanto, embora múltiplos estudos científicos e relatos de caso embasem a utilização da mesma para tratar a condição, ainda restam alguns relatos contrários, reforçando a necessidade de mais estudos, principalmente um controlado randomizado para validar seu uso na HSA.
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Teixeira et al. (2021) studied this question.
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