O presente dossiê investiga a Inteligência Artificial (IA) como um híbrido sociotécnico, ao tentar refletir sobre a visão de exaltação ou demonização e reconhecendo-a como um componente estrutural onipresente na vida social que molda o cotidiano e reestrutura relações de poder, intensificando debates éticos, jurídicos e sociopolíticos, especialmente após a popularização da IA generativa. Adotando uma abordagem crítica e interdisciplinar, o dossiê considera a IA um fenômeno coproduzido por imaginários culturais, forças políticas e dinâmicas institucionais, e não uma evolução tecnológica inevitável. As contribuições analisam as implicações da IA em diversos âmbitos - como serviços públicos (chatbots), transparência empresarial, competências no ensino superior, automação na pesquisa e inclusão em bibliotecas, e construção da cidadania digital em plataformas - buscando compreender como os sistemas de IA refletem e remodelam as estruturas sociais existentes e promovem uma cultura crítica da IA orientada para a equidade, transparência e desenvolvimento humano sustentável.
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Rubín et al. (2025) studied this question.
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