Objetivo: identificar o conhecimento de enfermeiros em genética e genômica aplicado ao câncer de mama. Método: estudo transversal com a aplicação de um questionário desenvolvido pelos autores a enfermeiros assistenciais, maiores de 18 anos, atuantes na atenção secundária e terciária, no município de Belém do Pará, região Norte do Brasil. Realizada técnica de amostragem por conveniência em relação aos locais de coleta e amostragem aleatória simples para o número amostral mínimo de 71 participantes. Resultados: foram abordados 80 enfermeiros com idade média de 42 anos, sendo a maior parte de especialistas. Verificaram-se diferenças entre o nível da atenção em que os enfermeiros atuam e o primeiro contato com genética e/ou genômica (p<0,001); entre o conceito de DNA (p<0,0001); o conhecimento sobre o heredograma (p=0,004); conhecimento sobre a faixa etária do rastreamento mamográfico com risco familiar (p=0,027); o exame clínico realizado por um médico ou enfermeira treinados, anualmente, a partir de 40 anos (p=0,005). A maioria dos casos de CA de mama ocorre devido a alterações genéticas hereditárias (p=0,0004) e da menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, alterações hormonais, sedentarismo, sobrepeso, tabagismo e terapia hormonal, que são os principais fatores de risco para o câncer de mama esporádico (p=0,0039). Conclusão: identificou-se uma lacuna de conhecimento sobre os conceitos de genética e genômica aplicados ao câncer de mama entre os dois grupos.
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Aben‐Athar et al. (2021) studied this question.
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