As mudanças climáticas têm intensificado processos de desertificação no Semiárido brasileiro, evidenciando a distância entre o currículo escolar técnico e as necessidades reais das comunidades rurais. Nesse cenário, a literacia climática na Educação do Campo torna-se estratégica para formar jovens capazes de compreender o território, gerir recursos naturais e construir respostas adaptativas locais. O objetivo deste estudo foi analisar como a literacia climática tem sido abordada na Educação do Campo e quais contribuições pode oferecer para a formação de jovens protagonistas no desenvolvimento territorial do Semiárido. A pesquisa foi realizada como revisão integrativa de literatura, com corpus de 324 estudos selecionados por triagem sistemática entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. Aplicaram-se critérios alinhados à estratégia PICo, organizando as evidências em matriz analítica e categorias relacionadas ao currículo escolar, educação contextualizada, desertificação, juventude rural e tecnologias sociais. Os resultados mostraram que a literacia climática aparece de forma fragmentada nos currículos, com pouca referência à Caatinga e às práticas de convivência com o Semiárido. Experiências de educação contextualizada e uso de tecnologias sociais evidenciaram potencial para integrar ciência climática, saberes locais e formação de lideranças juvenis. Conclui-se que a literacia climática territorializada pode atuar como tecnologia social de desenvolvimento, desde que articulada a currículos contextualizados e políticas públicas integradas, fortalecendo a resiliência socioterritorial das comunidades rurais.
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Ramos et al. (2026) studied this question.
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